Jogador
brasileiro é egoísta por natureza. Salvo raras exceções (Democracia Corintiana,
Bom Senso FC), o que vale para a imensa maioria são direitos, e quase nunca
seus deveres.
Em vários
países é comum ver sindicatos se reunindo, brigando por melhorias coletivas e
parando competições por atraso de salários, principalmente na vizinha
Argentina. Aqui? Bom, é só lembrar que os jogadores do Corinthians passaram boa
parte do ano de 2015 com pagamentos e direitos de imagem atrasados. Nem por
isso houve rebelião. O fato de terem conquistado o título é irrelevante, ante
tamanho desrespeito trabalhista por parte do contratante. O que é uma tônica
por estas bandas. Mas parecia haver um certo limite para desfaçatez. Ou não.
O que causou
espanto foi presenciar jogadores do Internacional se prestarem a um papel
degradante, orquestrado pela mais incompetente diretoria da história recente do
Colorado, alegando não “terem condições emocionais” para disputar a última
rodada do Brasileirão, pelo ocorrido com os jogadores da Chapecoense. Sério? Mas o que diriam os mesmos “nobres” atletas
do time gaúcho se estivessem a um jogo da conquista nacional? Não entrariam em
campo também, perdendo a oportunidade de levantar a taça? Claro que não. E nem
é essa a questão.
O que é
lamentável nessa situação é perceber que os mesmos atletas que afirmam falta de
clima para jogar, em “ respeito aos colegas de profissão” são incapazes de
lembrar dos mesmos companheiros de que atuam, por exemplo, na série D
e que convivem com salários atrasados, treinam em condições precárias e as vezes passam dois terços do ano
sem emprego, pela forma como o calendário nacional é feito.
Onde estão
os “bravos” jogadores do Inter, em especial seu porta-voz o experiente jogador
Alex, para bradarem aos quatro cantos que estão perplexos com esse estado de
coisas que acomete o esporte mais popular do país?
Que a tragédia
que ocorreu na Colômbia vitimando 71 pessoas tenha sensibilizado o mundo, isso
é óbvio. Mas não o suficiente para turvar o bom senso e a ética que deveria ser
padrão ao ser humano, em qualquer ramo
de atividade.
Nada contra
o time Colorado, que tem uma história brilhante, nem sua torcida; mas seu atual
plantel e, principalmente o presidente atual são péssimos exemplos de que as
pessoas podem ser mesquinhas, mesmo em situações de comoção como a que vivemos.


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