domingo, 4 de dezembro de 2016

Tapetão Brasileiro à Moda Antiga






Jogador brasileiro é egoísta por natureza. Salvo raras exceções (Democracia Corintiana, Bom Senso FC), o que vale para a imensa maioria são direitos, e quase nunca seus deveres.


Em vários países é comum ver sindicatos se reunindo, brigando por melhorias coletivas e parando competições por atraso de salários, principalmente na vizinha Argentina. Aqui? Bom, é só lembrar que os jogadores do Corinthians passaram boa parte do ano de 2015 com pagamentos e direitos de imagem atrasados. Nem por isso houve rebelião. O fato de terem conquistado o título é irrelevante, ante tamanho desrespeito trabalhista por parte do contratante. O que é uma tônica por estas bandas. Mas parecia haver um certo limite para desfaçatez. Ou não.




O que causou espanto foi presenciar jogadores do Internacional se prestarem a um papel degradante, orquestrado pela mais incompetente diretoria da história recente do Colorado, alegando não “terem condições emocionais” para disputar a última rodada do Brasileirão, pelo ocorrido com os jogadores da Chapecoense.  Sério? Mas o que diriam os mesmos “nobres” atletas do time gaúcho se estivessem a um jogo da conquista nacional? Não entrariam em campo também, perdendo a oportunidade de levantar a taça? Claro que não. E nem é essa a questão.


O que é lamentável nessa situação é perceber que os mesmos atletas que afirmam falta de clima para jogar, em “ respeito aos colegas de profissão” são incapazes de lembrar dos mesmos companheiros de que atuam, por exemplo, na série D e que convivem com salários atrasados, treinam em condições  precárias e as vezes passam dois terços do ano sem emprego, pela forma como o calendário nacional é feito.


Onde estão os “bravos” jogadores do Inter, em especial seu porta-voz o experiente jogador Alex, para bradarem aos quatro cantos que estão perplexos com esse estado de coisas que acomete o esporte mais popular do país?





Que a tragédia que ocorreu na Colômbia vitimando 71 pessoas tenha sensibilizado o mundo, isso é óbvio. Mas não o suficiente para turvar o bom senso e a ética que deveria ser padrão ao ser  humano, em qualquer ramo de atividade.



Nada contra o time Colorado, que tem uma história brilhante, nem sua torcida; mas seu atual plantel e, principalmente o presidente atual são péssimos exemplos de que as pessoas podem ser mesquinhas, mesmo em situações de comoção como a que vivemos.





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