domingo, 1 de janeiro de 2017

Felipe Melo e o retrato do futebol brasileiro





 A gente percebe o tamanho da decadência do futebol brasileiro quando quatro grandes clubes se alvoroçam para contratar o limitado e violento jogador Felipe Melo.

Perceba que estou falando de um reles VOLANTE, algo que há de sobra no futebol mundo afora. Ainda se fosse um meia ou um atacante goleador...O mesmo que prejudicou a seleção brasileira em 2010 ao pisar no jogador holandês, já caído no chão (prática corriqueira na carreira do jogador), sendo expulso pelo destempero.




O que faz os presidentes destes clubes acharem que Melo é a solução para alguma coisa? Caro, indisciplinado, desleal com colegas de profissão, seu retorno serviria, quando muito, como jogada (discutível) de marketing. Repatriar atletas brasileiros que estão no exterior há um bom tempo, às vezes funciona. Mas com um jogador a altura da empreitada.



O Corinthians teve êxito com Ronaldo e tentou repetir a dose com Alexandre Pato. Deu com os burros n’água, mas a ideia era interessante. Caro demais, mas interessante. Com Felipe Melo há um enorme risco de ter um jogador desagregador, que constantemente deixará seu time na mão –seu histórico de expulsões é uma enormidade.



Ao clube que conseguir contratá-lo (no caso, o Palmeiras), boa sorte. Vai precisar muito.



Em tempo: o Palmeiras parece ter acometido da mesma doença que o S.C. Corinthians, no ano em que faturou seus principais títulos: com recorde de faturamento resolveu gastar mais do que deveria. Resultado: em 2016, apenas quatro anos depois de seus maiores feitos, vive uma decadência ímpar. Resta saber se os palmeirenses tirarão uma valorosa lição do infortúnio de seu arquirrival, ou se irá se afogar nos milhões dos patrocinadores e cotas de TV. O tempo dirá.





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