segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

NEYMAR E A SÍNDROME DE PETER PAN








Ser o principal jogador brasileiro dá a Neymar Jr uma sensação de querer é poder permanente. Desde seu início no Santos, no Barcelona, na Seleção Brasileira e, por último no PSG.



É bom lembrar que as “neymarices” do camisa 10 do Paris não são recentes e sequer são poucas. Tudo o que ele quis acabava conseguindo; ou quando era contrariado preferia desistir ou mudar de “ares”.





Neymar queria ir para o Barcelona? Sim, mas com o interesse do Real Madrid seu stafe (leia-se, seu pai) preferiu que houvesse uma espécie de bônus para que desse preferência ao time da Catalunha. Isso criou um escândalo quando foi descoberto, principalmente porque o Santos FC se sentiu lesado nessa história toda.



Neymar queria jogar sempre e detestava ser substituído por Luiz Henrique no Barça? Sim e, apesar de ser apenas uma medida para preservar seus jogadores de um desgaste pela temporada longa, o golden boy dos brazucas conseguiu que isso parasse.



Neymar gostava de desrespeitar seus adversários com firulas? Sim, mesmo sabendo que muitas vezes eram desnecessárias e tidas como provocativas. Isso permaneceu durante sua passagem pelo Barcelona, e ele colecionou desafetos e antipatia de torcedores e jogadores adversários.



Neymar optava sempre pela tática do “cai cai”? Claro, apesar dos árbitros começarem a ignorar suas ações ou até o punindo com cartão pela simulação.



Neymar queria ser o melhor do mundo? Claro que sim, e ainda o quer. Mas em sua mente não muito privilegiada essa conquista passava necessariamente por se afastar de Lionel Messi. Para isso ele foi em busca de um time pra chamar de seu.



Neymar exigiu a camisa 10 no PSG? Evidente, mas sua desfaçatez fez com que isso parecesse uma atitude do próprio Pastore (antigo detentor da 10). Como se o jogador argentino tivesse opção a não ser entregar a camisa a Neymar.



Neymar queria ser o batedor oficial de pênaltis e faltas pelo time francês? Óbvio, mas em vez de decidir isso de maneira reservada, fez seu showzinho particular na frente de milhares de pessoas no estádio (e milhões de teles espectadores mundo afora), tendo como fiel escudeiro Daniel Alves em um de seus momentos mais deploráveis, agindo como capanga particular do amigo.

Neymar treina e joga quando quer? Sem dúvida, e isso foi cantado pelos jornais da França, mostrando o quão irresponsável isso é, já que causa ciúmes no elenco e uma cisão maior ainda, desde sua chegada da Espanha.



Neymar consegue folgas a mais do que seus colegas? Sim, e isso só piora o já deteriorado ambiente no vestiário.



Neymar decide quando Cavani pode fazer seu gol que o levaria a artilharia máxima na história do clube? Com certeza, mesmo já tendo marcado 3 gols naquele jogo, ele detestou que a torcida começou a apupar sua ação egoísta e desagradável.



Neymar comemora seus gols com o torcedor? Depende. Se ele está de bom humor, sim; se ouve vaias ou se houver críticas a ele, despreza os que pagam (e caro) o ingresso,



Neymar gosta de liderar? Não, desde a Neymar dependência na era Dunga, o brasileiro odeia isso, pois as cobranças são intrínsecas. “Mas ele já decidiu jogos pelo Barça”. Sim, quando isso não era esperado e, portanto ele não seria o cara a ser cobrado por um eventual fracasso.





Neymar aceita críticas? De jeito algum. Nada do que ele faz pode ser contestado ou questionado, pois seu cão de guarda particular (seu pai) sia em defesa do rebento de maneira mais esdrúxula possível. Neto e Casagrande que o digam.



Neymar é mimado? Sem sombra de dúvida; e pra provar isso, quando foi criticado pelo comentarista da Globo, quem saiu em defesa foi o progenitor. Nada diz mais “sou um menino mimadinho” do que o pai tomar as dores do filhinho.



Neymar está pronto para ser o melhor do mundo? Claramente não. Melhor significa que sua temporada foi a melhor da que teve sua concorrência, que é jogador o suficiente para encarar críticas e cobranças com naturalidade e respondê-las em campo e liderar quando for necessário. Além de não ser desagregador, nem pensar apenas no “eu”, e sim no coletivo. E, analisando sua última temporada, Neymar Jr está muito aquém de uma conquista desse porte.



Claro que um eventual título na Liga dos Campeões e a conquista da Copa o farão ser o favorito na casa de apostas. Mas ainda assim só reforçará que suas atitudes de menino (ele tem 26 anos e já é pai) serão recompensadas. E seu complexo de “Peter Pan” (o garoto que não queria crescer) ficará mais aflorado ainda.











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