Contratações
equivocadas, mudança de padrão tático, problemas no vestiário, contusões...A
temporada 2016/2017 do FC Barcelona tem sido mais complicada do que se
esperava.
O final de
2015/2016 já se podia vislumbrar que algo não estava tão bem assim para o time
da Catalunha, que foi eliminado na Champions pelo Atlético de Madrid, em duas
partidas em que suas principais estrelas decepcionaram. Mas ainda assim,
abocanhou a Copa do Rei e a Liga.
As
contratações no papel pareciam ser eficientes para ajudar no revezamento proposto
por Luiz Henrique, para preservar seus principais jogadores. Mas na teoria,
André Gomes, Cillenssen, Paco Alcácer, Denis Suarez e Digne não foram o que se
esperava –e pelo investimento,
percebe-se que o clube errou e pagou caro demais pelas novas aquisições. A
única exceção foi o zagueiro francês Umtiti.
O Barça
também deixou de propor tanto o jogo, para esperar o adversário (que geralmente
vem marca-lo em seu campo) para usar o seu letal trio MSN nos contra-ataques. Algo
pouco comum para o time da Catalunha acostumado a manter a posse por 70% do
tempo, em média, propondo o jogo o tempo inteiro. Nem sempre deu certo, e
acabou expondo sua zaga (e em especial o goleiro) à marcação pressão, que
dificultaram a vida dos jogadores.
As seguidas
contusões (de Iniesta, em especial, que é o motor do meio campo) também prejudicaram
a equipe. Se os titulares se machucam e as peças de reposição não estão à
altura, o padrão cai. O resultado se vê na tabela de classificação.
Má fase
também acompanha jogadores, de tempos em tempos, e com integrantes do time culé
não seria diferente. Rakitic , Mascherano e Busquets, antes peças fundamentais
da equipe, passaram a errar em demasia e fazer com que o meio de campo e a
defesa ficassem mais vulneráveis, assim como o passe, qualidade tão admirada
nos jogadores barcelonistas, também ficou comprometido,
Por último,
o treinador está praticamente de malas prontas pra deixar o time catalão. Não é
de hoje que Luiz Henrique entra em atrito com os jogadores, mas durante certo
período as coisas pareciam ter se acertado, o que acabou se refletindo em campo
com as principais conquistas (entre elas, o sexteto, em sua temporada de estreia)
e com exibição de gala do trio de atacantes.
Agora, o
desgaste parece evidente demais e a derrocada iminente. Para Henrique, a saída
em seus termos parece ser mais adequada e propícia, ao clube e a seu ego.
Mas para bem
do time, seus auxiliares devem ir também. Não adiantaria Luiz sair, mas sua
filosofia ficar. Não haveria evolução nisso.
Numa
temporada cada vez mais próxima do time merengue, e com um Sevilha sendo a “surpresa”
da vez (no lugar do Atlético), Barcelona corre o risco de passar em branco,
comprometendo sua imagem, seu brilho e seu orçamento para a próxima temporada.



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