Neymar é um grande jogador. Pode se tornar o melhor do mundo (qdo Messi e CR7 se aposentarem); mas ele insiste em ser seu maior inimigo.
Não é de hoje que o brasileiro se envolve em polêmica. Mas enquanto jogava no Barcelona ele seguia, quase sempre, as regras. Mas seu ego (e seu pai) o convenceram que ter um time pra chamar de seu era o ideal.
O Manchester City e o PSG eram os possíveis destinos. Com Guardiola Ney sabia que não teria voz ativa; no time francês sim.
Se sua vinda significaria status ao fraco campeonato nacional, também daria a Neymar uma equipe. Mas o Paris Saint-Germain não é um time qualquer, é uma empresa que pertence a um país: o Catar. O dinheiro de sua contratação veio direto do presidente do clube. E parte do acordo milionário é ter o camisa 10 da seleção brasileira como garoto propaganda da Copa de 2022, exatamente no Catar.
Talvez isso não passe pela cabeça do jogador, mas suas ações irresponsáveis são monitoradas de perto pelo xeque que controla tudo com mão de ferro.
Ao protagonizar o papelão contra Cavani ( querendo tirar do jogador uruguaio a primazia das cobranças, tendo junto Daniel Alves como parceiro de "crime"), Neymar Jr mostrou ao mundo seu cartão de visitas.
E mais recentemente negar a cobrança de pênalti ao centroavante da seleção do Uruguai que o tornaria o maior artilheiro história do PSG, foi o fundo do poço para o brasileiro. As vaias dos torcedores foram direcionadas ao camisa 10 do time, que saiu contrariado, com cara de poucos amigos. E acima de tudo, completamente errado no episódio.
Há na mídia brasileira quem ainda o proteja, atenuando suas ações irresponsáveis, mas na Europa e, principalmente na França, cada dia mais as pessoas vêem o maior nome do campeonato, como realmente é.
Em Paris, tanto fãs quanto jornalistas já conhecem o melhor e o pior de sua maior estrela.
Ney não gosta de ser cobrado, não aceita imposições, quer ser enaltecido e adorado como o são Messi e CR7. Mas o que o brasileiro talvez se esqueça é que os gigantes do futebol galgaram os degraus, passo passo. Sem atropelos. Não queimaram etapas. Por isso são eles quem polarizam o futebol mundial na última década..
Tite conseguiu tirar a Neymar-dependência da seleção. Também lhe tirou o 'fardo' de ser o capitão. Resultado: sensível melhora do futebol apresentado pela escrete canarinho. Mas se o maior jogador brazuca da atualidade jogar no time nacional com a mesma atitude que joga no PSG, a taça talvez fique para 2022.
Neymar Jr é tratado por boa parte dos jornalistas brasileiros como um menino. Para quase tudo há desculpas, par cada desvio de conduta há atenuantes. Nas coletivas de imprensa há um desperdício de energia e de tempo com perguntas fúteis e superficiais. Todos fazendo o jogo do craque. Mas aí é que reside o problema: ele não é um menino. É um adulto com quase 26 anos, que já é pai há alguns anos. Tratá-lo como um bebê só atrapalha sua evolução, como jogador e, acima de tudo como ser humano.
Pelo andar da carruagem, o 'menino Ney', como é chamado por um certo narrador esportivo, age muitas vezes como um moleque. E isso não é propositivo para nenhuma das partes envolvidas.


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