terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Adriano e a dificuldade de se dizer adeus




  Adriano, o Imperador,  talvez tenha sido quem mais se aproximou da importância e do talento do Ronaldo Fenômeno. Presença na área, belos dribles, chute forte, explosão... Tudo que o ex atleta do Real Madrid tinha de sobra. Mas resolveu sabotar a própria carreira. Mesmo reinado absoluto na Inter de Milão. Talvez as más companhias, o pouco preparo para as exigências do futebol profissional, ou até por estar farto da rotina. Fato é que ele deixou o futebol quando ainda podia contribuir muito. Quase igual o que aconteceu a Ronaldinho Gaúcho.



 Quando participou de um jogo beneficente no fim de ano criou-se uma comoção muito grande sobre um possível retorno.

  Quão desesperado está o torcedor brasileiro por ter de volta um ídolo de um passado recente, que hoje não tem mais condições físicas e técnicas para atuar em jogos oficiais? Qual o tamanho do vazio no coração do rubro-negro? Adriano é o retrato do jogador que tinha muito talento, mas excetuando-se  alguns momentos pontuais (incluindo aí a seleção) a revelação do Flamengo sempre agiu contra si mesmo. Sua volta seria decepcionante, como foi sua passagem pelo Corinthians.  Talvez mais.



  Imperador chegou a fazer parte de uma geração fantástica, do qual ele seria um sucessor. Passaria o bastão e seria ídolo das multidões. Mas ele assim não o quis.

Adriano é mais um exemplo de como um jogador brasileiro pode ter tudo em suas mãos e não aproveitar. Já aconteceu antes e continuará depois. Mas para quem gosta de futebol arte, ele faz falta. 


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