quarta-feira, 30 de maio de 2018

Thiago Silva e a incapacidade de ser um líder







   Copa de 2014, no Brasil. Nas oitavas de final a seleção brasileira enfrentava a surpreendente equipe chilena. Jogo difícil, onde Jorge Sampaoli conseguiu incomodar o time dirigido por Felipão, apesar de sair perdendo. O trio formado por Vidal, Sanchez e Vargas deu trabalho ao escrete canarinho, especialmente pelo lado esquerdo da defesa. Após conseguir a igualdade no placar, o Chile conseguiu se impor e quase na “bacia das almas” mandou uma bola na trave que poderia ter eliminado precocemente a seleção dona da casa.

  Antes da cobrança de pênaltis, um fato inusitado: o capitão do Brasil, Thiago Silva senta na bola, começa a chorar e diz ao técnico que não quer cobrar. Após as escolhas dos batedores, o elenco se reúne e Paulinho toma as rédeas da situação e incentiva o grupo em um momento difícil. Exatamente o que um verdadeiro líder faz. Só para se ter uma ideia, durante a Copa de 1970, o capitão era Carlos Alberto Torres, mas muitas vezes, especialmente em campo, percebe-se também a liderança de Gérson, quando este percebia alguma dificuldade durante uma partida. Um líder nato. O descontrole emocional de Thiago Silva apenas denota suas fragilidades como um pretenso líder. Culpa maior de quem o escolheu para tal função. Talvez pela liderança técnica, já que é um bom jogador. Mas nada além disso. 

 
  Ele se orgulha em dizer que é capitão do PSG já há alguns anos. Mas há uma diferença clara aqui. O time é grande na França, porém pequeno em âmbito europeu. E em muitas ocasiões durante a Liga dos Campeões, fez falta uma liderança nata para ajudar o time em momentos complicados, o que explica também as constantes eliminações em fases precoces na maior competição de clubes da Europa.

   Agora, de volta a uma Copa do Mundo, Thiago continua assombrado por suas falhas graves e prejudicado por sua falta de autocrítica. Insiste em não admitir suas deficiências, procura desviar o foco para problemas extracampo e se vende como um jogador pronto para ser titular e eventualmente um capitão, se Tite precisar.  Isso denota desrespeito com seus colegas Marquinhos e Miranda, que já formam a dupla titular há mais tempo e a Tite, pois sua frase é quase uma intimação. Mas na França. Ele já corre o risco de perder a titularidade, já que o novo treinador Thomasa Tuchel tem preferência por jogadores mais novos e promissores. E Thiago não se encaixa em nenhum dos quesitos, já que Kimpembe seria a aposta mais natural para a zaga.

   Se a recusa de Thiago para cobrar uma penalidade foi por traumas vividos em seu time, o cenário fica pior ainda para ele. Se é por incapacidade de reagir em momento de crise, pior para um time que precisa de para-raios durante um temporal. De qualquer forma, o zagueiro brasileiro não merece a titularidade, e sequer a faixa de capitão. Para a primeira opção para substituir um dos zagueiros, Tite tem Geromel, que além de ótimo zagueiro, é experiente e líder nato. E para capitão, o treinado brasileiro tem, pelo menos, outras 22 opções melhores que Thiago Silva.






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