Copa de 2014, no
Brasil. Nas oitavas de final a seleção brasileira enfrentava a surpreendente
equipe chilena. Jogo difícil, onde Jorge Sampaoli conseguiu incomodar o time
dirigido por Felipão, apesar de sair perdendo. O trio formado por Vidal,
Sanchez e Vargas deu trabalho ao escrete canarinho, especialmente pelo lado esquerdo
da defesa. Após conseguir a igualdade no placar, o Chile conseguiu se impor e
quase na “bacia das almas” mandou uma bola na trave que poderia ter eliminado precocemente
a seleção dona da casa.
Antes da cobrança de
pênaltis, um fato inusitado: o capitão do Brasil, Thiago Silva senta na bola,
começa a chorar e diz ao técnico que não quer cobrar. Após as escolhas dos
batedores, o elenco se reúne e Paulinho toma as rédeas da situação e incentiva
o grupo em um momento difícil. Exatamente o que um verdadeiro líder faz. Só
para se ter uma ideia, durante a Copa de 1970, o capitão era Carlos Alberto
Torres, mas muitas vezes, especialmente em campo, percebe-se também a liderança
de Gérson, quando este percebia alguma dificuldade durante uma partida. Um
líder nato. O descontrole emocional de Thiago Silva apenas denota suas
fragilidades como um pretenso líder. Culpa maior de quem o escolheu para tal
função. Talvez pela liderança técnica, já que é um bom jogador. Mas nada além
disso.
Ele se orgulha em
dizer que é capitão do PSG já há alguns anos. Mas há uma diferença clara aqui.
O time é grande na França, porém pequeno em âmbito europeu. E em muitas
ocasiões durante a Liga dos Campeões, fez falta uma liderança nata para ajudar
o time em momentos complicados, o que explica também as constantes eliminações
em fases precoces na maior competição de clubes da Europa.
Agora, de volta a
uma Copa do Mundo, Thiago continua assombrado por suas falhas graves e
prejudicado por sua falta de autocrítica. Insiste em não admitir suas
deficiências, procura desviar o foco para problemas extracampo e se vende como
um jogador pronto para ser titular e eventualmente um capitão, se Tite
precisar. Isso denota desrespeito com
seus colegas Marquinhos e Miranda, que já formam a dupla titular há mais tempo
e a Tite, pois sua frase é quase uma intimação. Mas na França. Ele já corre o
risco de perder a titularidade, já que o novo treinador Thomasa Tuchel tem
preferência por jogadores mais novos e promissores. E Thiago não se encaixa em
nenhum dos quesitos, já que Kimpembe seria a aposta mais natural para a zaga.
Se a recusa de
Thiago para cobrar uma penalidade foi por traumas vividos em seu time, o
cenário fica pior ainda para ele. Se é por incapacidade de reagir em momento de
crise, pior para um time que precisa de para-raios durante um temporal. De
qualquer forma, o zagueiro brasileiro não merece a titularidade, e sequer a
faixa de capitão. Para a primeira opção para substituir um dos zagueiros, Tite
tem Geromel, que além de ótimo zagueiro, é experiente e líder nato. E para
capitão, o treinado brasileiro tem, pelo menos, outras 22 opções melhores que
Thiago Silva.

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