sábado, 27 de janeiro de 2018
Gabigol e o retrato do jogador brasileiro
Gabigol se destacou no Santos. Sua passagem bem sucedida pelo alvinegro praiano o levou à Seleção brasileira. Sua saída era questão de tempo.
Ir para um grande clube, em uma liga importante da Europa é o sonho de qualquer jogador. E ter como endereço a Inter de Milão foi a sorte grande para ele. Ou não.
Gabriel faz parte do extenso grupo de jogadores que se destacam em um time de expressão e decepciona. Talvez por ignorância ou por um staff que cerca o jogador de uma forma que o torna alienado, fato é que ao chegar em um grande clube europeu o choque de realidade atropela quem não está pronto para ser apresentado ao duro conceito da realidade.
O ex santista chegou a entrar alguns minutos em determinadas partidas. Cabia a ele fazer valer seu talento. Não o fez. Em vez disso entrou em rota de colisão com o treinador da equipe. Resultado: emprestado ao Benfica. No clube português também reclamou da reserva e foi devolvido. O que faz todo jogador que fracassa em um grande da Europa? Aciona seu agente para retornar ao Brasil. É o "efeito Robinho".
Todos se lembram da revelação santista que, junto com Diego e Cia levaram o Brasileiro de 2002. E ao ser vendido disse de maneira presunçosa que estava indo para a Europa para ser o melhor do mundo. Passou pelo Real Madrid, Milan e Manchester City e nunca se firmou sequer como titular. Mas ainda assim conseguia voltar ao Brasil com status de craque e ganhando o mesmo salário que recebia em grandes das principais ligas. Mas isso não esconde o fracasso. Robinho nunca ficou próximo dos melhores, nem foi imprescindível (nem quando Luxemburgo dirigia os Galáticos). O mesmo aconteceu com Viola, acontece com Ganso, que ainda não vingou...E tantos outros atletas que acham que seu status nacional deve ser mantido automaticamente quando se transfere para um clube no exterior. Pra que serve os inúmeros empresários, assessores, aspones e cia na vida desses jogadores para explicar que as coisas não são dessa forma? Que ao se transferir, é um novo começo, que deve-se brigar por espaço, por respeito, por reconhecimento? Ou o cara nasce privilegiado como Neymar, ou tem que começar do zero em seu novo time. Gabigol é só mais um.
Agora ele está de volta ao clube que o projetou. Por baixo, mas tentando parecer que foi sua escolha, não desespero de causa. Que ele tem talento, não se discute. Mas talvez ele não fosse tão bom quanto se pensava. Ou isso, ou deveriam ter comprado o pacote todo: Gabigol, Lucas Lima e Ricardo Oliveira. Ao menos juntos, ele funcionava muito bem.
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