segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Paulinho e os "Pachecos" da mídia brasileira
Contratação contestada por vários torcedores e jornalistas espanhóis, Paulinho vive hoje o revés da moeda. Mas alguns aqui no Brasil parecem fazer disso uma batalha naval.
O volante brasileiro chegou após a conturbada saída de Neymar. Tudo conspirava contra: jogador caro, na casa dos 30 anos, vindo do futebol chinês e, acima de tudo, um estilo de jogo que não era semelhante ao jogado no Barcelona. Veja, clubes são empresas e, portanto diretoria deve satisfação aos acionistas. Isso significa que a saída do camisa 10 da seleção brasileira deveria ter uma resposta a altura. Paulinho não era essa resposta.
Mas para surpresa de muitos, o volante preferido de Tite começou a se adaptar e a fazer gols. Também ajudou com assistências e boas performances. Hoje ele tem mais gols do que Cristiano Ronaldo. Mas o que deveria ser algo digno de admiração, virou motivo para certos "jornalistas" destilarem fel contra Deus e mundo. Com frases do tipo "Paulinho está calando a boca dos críticos" todo o amadorismo de 'profissionais' ultrapassados veio a tona.
Era evidente que Paulinho tinha que ser contestado. Uma contratação cara, desnecessária, para uma posição em que não havia carência, era tudo o que o Barça menos precisava. Mas o erro de estratégia acabou funcionando. Se ele não é titular absoluto, ao menos entra ou começa quase todos os jogos, mostrando que já é homem de confiança do treinador.
Se o volante fosse francês haveria tanto ranger de dentes por aqui? Não. Mas tomaram as dores do jogador sem ao menos usar a racionalidade. Esqueceram que faz parte da profissão de jornalista ser imparcial. Isso é a síndrome de Pacheco, o mascote da seleção de '82. Naquela época funcionava bem esse patriotismo barato. Hoje soa decadente.
Paulinho prova que o voto de confiança foi merecido. E só a ele cabe se manter em alto nível e jogando em um dos grandes da Europa. Se sua primeira passagem foi decepcionante (no Tottenham) agora ele tem mais uma oportunidade de atuar em alta intensidade, visando também a Copa da Rússia. E jogar entre os grandes faz toda a diferença.
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